Nesse segundo “bate-papo”, vamos abordar um tema difícil, mas necessário – a falta de limites das crianças.
Ao observarmos as crianças de
hoje, verificamos uma diferença gritante em relação às crianças da geração
70/80, por exemplo.
Hoje, na era da tecnologia, os
bebês já nascem explorando o mundo em seus
IPads, IPhones, dentre outros touch’s da vida... Vão à escola muito
cedo, pois seus pais precisam trabalhar, conversar, socializar-se e alguns
acabam deixando para terceiros a responsabilidade de estar com seus filhos, que
necessitam mais que qualquer outro, da presença, companhia, do “touch” de seus
pais.
Compreendemos as necessidades das
famílias, mas não podemos abdicar da educação e da companhia dos nossos filhos,
transferindo para outras pessoas essa responsabilidade. Temos sim que “nos
virarmos” e encontrar esse tempo para estar junto deles, pois muitas vezes
erramos feio dando-lhes presentes na tentativa de suprir nossa ausência. E é aí
que perdemos nosso posto de “ídolos” para nossas crianças e nos transformamos simplesmente em carteira que serve para comprar, comprar e comprar.
Não é com “coisas” que formamos o
caráter moral, psíquico, afetivo, cognitivo e social de uma criança, e sim com
limites: que são as regras ou normas de comportamento que com o
dia-a-dia, com nossa presença e nosso carinho vamos transmitindo a nossos filhos.
dia-a-dia, com nossa presença e nosso carinho vamos transmitindo a nossos filhos.
Sem isso, essa criança vai
crescer, tornar-se um jovem egocêntrico, com uma deformação grave na
identificação do que é seu e onde começa o que é do outro, importando-se apenas
com seu bem-estar em busca apenas do seu prazer.
Então, temos que nos preocupar em
proporcionar uma educação que vise à promoção da autoestima das crianças e não
a quantidade de coisas que ela tem ou deixou de ter.
Aí vão algumas dicas simples para
nós pais, procurarmos praticar com nossos filhos:
·
Quando estiver com seu filho, esteja com ele por
inteiro. Procure se possível, desligar o celular, desligar o computador, a TV,
e vá brincar. E se a programação do dia incluir assistir um filme com a
criança, não durma.
·
Elogie as produções da criança. Com isso, você
passará amor, valorizará sua autoestima e fará com que ela se sinta mais
confiante em si mesma.
·
Faça passeios interessantes, educativos e
divertidos. Temos certeza que na sua cidade existem locais que proporcionam
esse tipo de programação. E criança gosta de coisa simples: ir ao parque
brincar na areia, andar de bicicleta, jogar bola, fazer pique-nique...
·
E se ir ao shopping for inevitável, e comprar
algo para a criança for mais inevitável ainda, compre livros. São presentes que
educam e divertem ao mesmo tempo.
Use sua imaginação!
Nada mais legal para uma criança,
que um passeio surpresa à praia, por exemplo, se você mora próximo à alguma.
Juliana Antunes Oliveira
Psicóloga formada pelo Centro Universitário Anhanguera de Santo André (Uni-A), Pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional pelo Centro Universitário Fundação de Santo André.
contato: ju.oliv05@hotmail.com