Bolinho sem glúten e vegan

Bolinho de abobrinha, sem glúten, leite e ovos. Receita fácil e que as crianças adoram fazer e comer.

Panqueca

Massa versátil e fácil.

Cuscuz paulista

Uma receita original, sem glúten, sem leite e sem ovo.

Hambúrguer com legumes

Receita ideal para crianças que tem dificuldade de comer legumes.

Pão sem glúten e vegan

Pão sem glúten, leite e ovos. Receita super fácil!

Entender para fazer

Série de publicações que dão dicas de como receber bem alguém com restrições alimentares. Simples e fácil.

Você não tem cara de celíaco.

Mas será que celíaco tem cara?

12 de abr de 2017

Farofa de couve-flor

Essa receita nasceu de uma outra receita, arroz de couve-flor. Eu fiz o arroz de couve-flor e meus filhos não simpatizaram com o tal "arroz", apesar de ter ficado uma delícia.
Deixei passar uns dias, e comprei novamente couve-flor, mas tive a ideia de fazer um pouco diferente, e deu certo!
A farofa de couve-flor eles comeram super bem, e até já me pediram para fazer novamente.
Então, se as suas crianças são assim também, não aceitam facilmente couve-flor, talvez essa receita ajude.
Vale experimentar, pois é uma farofa deliciosa!

Ingredientes

Couve-flor
Cebola
Óleo de coco
Farinha de mandioca 
Cebolinha e cheiro verde
Sal
Pimenta biquinho (opcional)

Modo de fazer

Rale a couve-flor com o ralador ou no processador. Reserve.
Pique a cebola e refogue com o óleo de coco.
Adicione a couve-flor ralada. Refogue por aprox. 5 min.
Acrescente a farinha de mandioca, vá misturando até a farinha ficar dourada.
Desligue o fogo. 
Acrescente o sal, a cebolinha e o cheiro verde. Misture bem.
Coloque a farofa em uma travessa e decore com as pimentas biquinho.

Observações:

A proporção que usei para a farinha de mandioca foi a de 1/4 xíc de farinha de mandioca para 1 xíc de couve-flor ralada. Mas você pode alterar de acordo com o seu paladar. 


17 de jan de 2017

Chantilly vegano

Depois de inúmeras tentativas, enfim consegui fazer chantilly.
Meus filhos não podem com leite de vaca, e os chantillys disponíveis no mercado atualmente ou contém leite, ou soja, ou glúten, ou tudo isso.
Tentei fazer a famosa receita de grão de bico, mas achei muito trabalhosa, porque além de precisar cozinhar grão de bico, tem que fazer a redução da água do cozimento, caso contrário, o chantilly não dá ponto.
Mas janeiro é o mês de aniversário do meu caçula, e eu precisava de chantilly para fazer cobrir o bolo do Star Wars. 
Usei leite vegetal de arroz e coco, fiz ele bem consistente, dava para tirar de colher, quase com a consistência de pudim. Fiz o leite no dia anterior, para deixá-lo na geladeira, bem gelado para a receita.
O mleite e o óleo de coco deixa o chantilly com um sabor suave de coco.
O chantilly foi aprovado por todos aqui em casa!

Ingredientes

1 xíc. de leite vegetal
1 colher de sopa de óleo de coco
1 xíc. de açúcar confeiteiro

Dica:
- Use o leite bem gelado 
- Se você for comprar leite vegetal, compre o de coco de caixinha. Deixe na geladeira de um dia para o outro e na hora de usar, retire apenas o leite com um acolher, descarte o soro do fundo da caixinha.

Modo de fazer

Coloque em uma tigela o leite gelado, o óleo de coco e bata na batedeira.
Acrescente  2 col. de sopa de açúcar confeiteiro e bata em velocidade média. Se quiser o chantilly mais firme, vá acrescentando açúcar confeiteiro ao poucos.
Deixe na geladeira algum tempo antes de usar.


5 de out de 2016

Ratatouille

Meu filhos estavam assistindo Ratatouille pela enésima vez e resolveram que queriam experimentar o prato do mini chef Remy.
Pesquisamos a receita juntos, e logo descobrimos que existem diversas versões.
A receita do desenho é a versão provençal, pelo menos foi isso que eu li em vários lugares.
Foi também a que mais me agradou ao ler a lista de ingredientes, pois são poucos e simples. 
Encontrei uma versão com pimentões, mas tenho a impressão que o sabor do pimentão pode acabar dominando o prato.
Também tem versões com pepino, mas acredito que o pepino vai soltar muita água e fazer a receita perder o sabor.
A receita do Ratatouille provençal é fácil de fazer, a parte trabalhosa é montar o prato, mas nada de 7 cabeças, só requer um pouco de paciência.
O Ratatouille entrou para a lista dos meus pratos preferidos, adorei a mistura de sabores e cores. Super aprovado. Além disso é um prato naturalmente sem glúten, sem leite, sem soja, sem ovos...e muito saudável.
Eu adorei o prato frio, não gelado. Achei que foi um ótimo almoço para um dia quente. Mas o Ratatouille pode ser servido quente também.
Faça essa obra de arte deliciosa!

Abaixo a receita que eu fiz e um vídeo muito legal com várias dicas e versões diferentes desse prato. Ah! A dica do papel manteiga é ótima!

PS:Não segui a receita do vídeo.

Ingredientes

1 Abobrinha italiana
2 Berinjela
3 Tomates
2 Cebolas
Tomilho fresco
Sal
Azeite
Molho de tomate

Modo de preparo

Lave bem os legumes e corte em fatias o mais uniforme possível. 
Usei o fatiador do processador para fatiar a berinjela, abobrinha e  cebola, uma dica é cortar ao meio os legumes, fazendo assim fatias de semi círculos, isso facilita a montagem do prato.
O tomate fatiei com uma faca bem afiada, dê preferência para tomates mais firmes.
Em um refratário espalhe um pouco de molho de tomate, como se estivesse preparando uma pizza.
Monte delicadamente a sequência de fatias e coloque aos poucos a pilha de fatias no refratário. 
Eu optei por colocar berinjela, abobrinha, tomate e cebola. 
Depois de preencher todo o refratário, salpique o tomilho fresco e o sal, cuidado para não exagerar.
Coloque um fio de azeite  e cubra o refratário com papel manteiga. 
Minha sugestão é seguir a dica do vídeo sobre como colocar o papel manteiga, funciona super bem.
Leve ao forno pré-aquecido a 180 por aproximadamente 30 min ou até os legumes ficarem macios.
O Ratatouille pode ser servido quente ou frio.










29 de set de 2016

E se todos fossem...


E se todos fossem celíacos?
E se todos fossem down?
E se todos fossem negros?
E se todos fossem mulheres?
Será que um mundo sem diferenças seria um mundo melhor?

Eu sou celíaca. E eu não me importo que os outros não sejam celíacos.
Ser diferente não é problema. E não acredito que são as diferenças que fazem do mundo um lugar difícil.
As dificuldades começam quando essas diferenças se tornam limitadores, se tornam motivo de exclusão.
Mas a verdade é que para ser aceito temos que aceitar.
Aceitar que somos todos diferentes, cada um com suas limitações, e aceitar principalmente nossas próprias limitações.
As limitações não nos fazem melhores ou piores, nós continuamos sendo nós mesmos com e apesar delas.
Não comer glúten não me define, eu sou muito mais complexa e interessante do que uma dieta ou que a doença celíaca. 
E esse é um dos pontos mais importantes da educação dos meus filhos: seja você, e respeite quem for o outro.
Não sou apenas celíaca. Sou muitas outras "coisas"...e é o conjunto delas e principalmente a forma como eu convivo com todas elas no dia-a-dia que mostra quem eu sou.  
E essa gente tão diferente de mim é quem me ensina.
A diferença permite troca de experiências, podemos ver o mundo através de outros olhos e perceber coisas que antes não notávamos...
Tenho um amigo que não é celíaco, ninguém da sua família é. Porém sua filha, que na época tinha 9 anos, ao saber de mim e dos meus filhos, passou a ler os rótulos para saber se tinha ou não glúten.
Quando ele me contou isso, achei fantástico!
Isso é a manifestação da empatia..."Eu não sou celíaca, mas vou ver se isso aqui serve para a amiga do meu pai." 
Empatia existe onde existem pessoas diferentes e compaixão.
Então acredito que a pergunta certa seria: E se todos tivessem empatia? 

24 de ago de 2016

Bolo cookie

Essa receita é de um bolo básico, mas com um charme, acrescentei gotas de chocolate meio amargo.
Fácil de fazer e muito gostoso.
Aqui em casa os meninos chamam de bolo de cookie, porque ele fica com o sabor parecido com o cookie que fazemos.
Essa receita é um bom lanchinho para a escola e também para o café da tarde...
A versão vegan também é ótima!
Confira!

Ingredientes
3 ovos
3/4 de açúcar
3/4 de leite vegetal ( usei de arroz integral com castanha-do-pará)
3/4 de óleo de girassol
1/2 col de chá de baunilha branca
1 e 1/2 xíc de farinha de arroz integral
1/4 xíc de gotas de chocolate meio amargo
1 col de sopa de fermento


Modo de fazer
Unte e enfarinhe, com farinha de arroz, a assadeira.
No liquidificador bata todos os ingredientes líquidos e o açúcar.
Acrescente a farinha e bata bem. Por último adicione o fermento e use o botão de pulsar.
Acrescente as gotas de chocolate e misture delicadamente com uma colher.
Despeje na assadeira a massa. Asse em forno pré-aquecido, temperatura média, por 30 min. ou até o teste do palito ficar ok.

Versão Vegan
Substitua os 3 ovos por linhaça. Deixe 3 col. sopa de linhaça de molho em 3 col. sopa de água por 5 minutos. Depois  é só acrescentar a mistura aos demais ingredientes.

Atenção!
Confira se as gotas de chocolate são sem glúten e também sem leite ou traços de leite.


8 de jun de 2016

Chocolate quente sem glúten e vegan

As crianças na escola dos meninos pediram chocolate quente no lanche. Essa criançada é bem esperta!
A diretora resolveu atender ao pedido, e conversou comigo para poder fazer para os meninos também. Sim, a diretora é muito atenciosa, e as crianças comem muito bem na escola.
Para facilitar, resolvi eu mesma fazer o chocolate quente dos meninos e mandar para escola.
Porém nunca havia experimentado chocolate quente, mesmo antes do diagnóstico de Doença Celíaca, e claro, não tinha a menor ideia de como ele é feito.
Descobri que a receita de chocolate quente é bem simples.
Alterei um pouco a receita original, não tenho como comparar, mas adorei o resultado.
Para fazer o chocolate quente eu usei o leite vegetal que faço em casa.
Se você também for fazer o leite, sugiro que faça um leite mais cremoso. Assim não será necessário adicionar o amido de milho.
Eu fiz duas vezes essa receita, uma com o leite vegetal tradicional, e precisei adicionar o amido de milho para deixar mais cremoso.
Da segunda vez, eu fiz o leite vegetal mais cremoso, e não foi necessário colocar o amido de milho.
As duas versões ficaram ótimas, mas eu prefiro sem amido de milho.

Segue abaixo a minha versão da receita. Aproveitem!

Ingredientes

1l de leite vegetal (usei leite de arroz vermelho integral com coco)
cacau em pó ( pode ser também achocolatado ou chocolate em pó, fique atento aos rótulos)
açúcar a gosto (se usar achocolatado ou leite vegetal industrializado atenção ao adicionar açúcar, pois a maioria já vem com açúcar)
2 col sopa de amido de milho (opcional)

Modo de fazer

Em uma panela coloque o leite vegetal.
Se você fez o leite vegetal mais cremoso, não precisa adicionar o amido de milho.
Caso contrário, coloque o amido de milho e misture até dissolver. O leite não pode estar quente, pois o amido de milho embolota e não dissolve.
Acrescente o cacau e o açúcar misture e leve ao fogo médio, sempre mexendo, até engrossar.
Está pronto! Sirva quente.

Chocolate quente cremoso!


22 de mai de 2016

Pastel de milho, vegan e sem glúten!


Dias atrás fomos no Festival do Japão em Vinhedo.
Foi um bom passeio, mas do Japão mesmo só as apresentações de dança, que foram muito lindas e interessantes.
As demais atrações estavam mais para uma feira divertida de bugigangas.
As barraquinhas de comida tinham de tudo: yakissoba, espetinho de churrasco, sanduíche de mortadela, sorvete, bolo, brigadeiro, mel, geleias, tapioca e pastel de milho.
Mas esse pastel de milho foi uma descoberta bem legal. Eu só conhecia o pastel de angu, que lembra um risóles de milho. O pastel de milho que vimos no festival era parecido com o pastel paulista, só que de milho.
Conversei com a senhora que fez os pastéis, e eles até seriam uma opção para nós, se ela não tivesse usado farinha de trigo para deixar os recheios cremosos...
Mas o legal é que ela me explicou a receita da massa, e ela é sem glúten!
Saí do festival planejando fazer o tal pastel.
O mais complicado foi achar a farinha de milho, não serve fubá, nem polenta...
Comprei flocão de milho, e a receita deu super certo!
Outras vantagens dessa massa de pastel é que ela é vegan, não é preciso ovos e leite. Não tem como não gostar desse pastel.
A massa não é difícil de trabalhar, mas precisa ser delicado.
Eu untei as mãos e até o rolo, assim a massa não fica grudando e fica bem fácil de cortar os pastéis.
Fiz os recheios com queijo da Super bom e com carne de caju.
Nas fotos os meus pastéis estão mais clarinhos porque meus filhos gostam deles assim, mas se você preferir eles mais dourados basta deixar um pouco mais fritando.
Fritei até as sobras de massa, os meninos chamaram de palitinhos. Perfeitos para petiscar!
Tente fazer, apesar de ser fritura, vale a pena!

Ingredientes

500g de farinha de milho (usei o flocão)
300g de polvilho azedo
2 col. chá de óleo 
2 col. chá de cachaça
4,5 xíc. de água fervente
2 col. chá de sal
óleo para fritar

Modo de fazer

Misture em uma vasilha a farinha de milho e o polvilho azedo. 
Coloque o sal e o óleo na água fervente.
Acrescente esse mistura na vasilha de farinha, ao poucos e vá  misturando.
Acrescente a cachaça.
A massa vai ficar parecendo uma polenta mais pesada.
Quando esfriar, sove a massa até que ela fique homogênea.
Faça pequenas bola com a massa e abra com um rolo.
Coloque o recheio que desejar, feche o pastel e frite em óleo quente.
Está pronto o seu pastel!


Carne de Caju!!


Carne de caju é uma das coisas mais simples e deliciosas que você pode fazer, mesmo que não tenha habilidade na cozinha.

É uma receita simples e rápida e o único ponto negativo é que caju fora de época é caro e difícil de encontrar de boa qualidade.
A carne de caju é saborosa, e combina com diversos pratos.
Experimente!!







Ingredientes

- Cajus. Para fazer 1 xíc. de carne você vai precisar de 3 a 4 cajus.
- sal a gosto
- temperos a gosto. Costumo usar cebola ralada e alguma erva. 
- azeite


Modo de preparo

Nas receitas tradicionais, o caju é espremido, e a carne é feita a partir da fibra que sobra.
Mas eu faço diferente, corto o caju em tirinhas ou pedacinhos, e cozinho na panela, com o próprio suco da fruta. Acrescento um pouco de sal e um fio de azeite. 
Tampo a panela e deixo por alguns minutos, mexendo de vez em quando, até a água reduzir.
Fique de olho para não queimar, o preparo é rápido.
Coloco a cebola ralada, misturo e refogo até a carne ficar dourada e macia.
Está pronto a carne de caju!  

Na foto dessa publicação usei a carne de caju para rechear pastéis.
Mas você pode fazer um prato simples, como arroz, feijão, salada e carne de caju refogada com legumes. Certamente vai ser um sucesso!
  

16 de abr de 2016

O que você acha dessa moda de dieta sem glúten?

Essa pergunta aparece com muita frequência no e-mail do Quitanda sem glúten.
Muitas pessoas me perguntam se a dieta sem glúten emagrece mesmo, se faz efeito em quem não é celíaco, o que acho dessa moda...
Resolvi escrever esse texto para responder essas e outras perguntas e também porque nos últimos tempos tenho visto muita gente adotando dietas restritivas de glúten, açúcar, leite e outros alimentos sem qualquer orientação profissional, e isso é muito preocupante.
A dieta restritiva precisa sempre do acompanhamento de um(a) nutricionista. 

Por que preciso de acompanhamento médico e nutricional?

A dieta restritiva pode ser uma ferramenta para que o médico consiga avaliar a evolução clínica de um paciente e dessa forma descartar ou investigar mais detalhadamente  uma hipótese de diagnóstico.
Mas isso só é possível se o médico avaliar o paciente antes e depois do início da dieta, sem isso não é possível avaliar as mudanças.
O profissional de nutrição tem o papel de orientar e dar o suporte para que a dieta atenda as necessidades nutricionais do individuo. 
É preciso aprender a fazer as substituições corretas, e manter uma alimentação equilibrada para que a avaliação clínica não seja prejudicada.
Fazer uma dieta sem glúten não é simplesmente para de comer pães, bolos e macarrão, é preciso reavaliar todo o cardápio.

Quais os risco de fazer uma dieta restritiva por conta própria?

Vamos usar como exemplo a dieta sem glúten, mas em geral os riscos valem para qualquer tipo de dieta restritiva.
Se você optar por fazer essa dieta, sem nenhum tipo de recomendação ou orientação, está se expondo a diversos riscos:
  • Efeito oposto ao desejado, em especial a dieta sem glúten pode engordar, já que para compensar a falta do glúten muitas receitas usam maior quantidade de gordura;
  • Desnutrição, dietas restritivas sem acompanhamento tendem a apresentar deficiências nutricionais; 
  • Surgimentos de outras doenças ou condições, como anemia;
  • A eventual melhora de alguns sintomas ou desconfortos podem mascarar a real causa desses problemas.
No caso da dieta sem glúten, você pode mascarar a doença celíaca.
Doença celíaca é uma doença autoimune, muito séria, que quando não diagnosticada ou em pacientes que não seguem rigorosamente a dieta pode causar diversas complicações a longo prazo, como infertilidade e até câncer.

Mas vou fazer a dieta corretamente, porque devo me preocupar se tenho Doença Celíaca ou qualquer outra intolerância ou alergia?

Pela minha vivência posso afirmar que fazer dieta restritiva consciente de que não se pode comer determinado alimento por uma condição médica é bem diferente de não comer por opção.
Para o celíaco é extremamente difícil se alimentar de forma segura, pois estamos a todo momento preocupados com a contaminação cruzada de alimentos
Vale lembrar que os cuidado vão muito além da dieta, pois o glúten está presente em cosméticos, medicamentos, brinquedos... Ter uma vida isenta de glúten requer dedicação e muito instinto de sobrevivência.
Para quem faz a dieta por opção pessoal esses cuidados não existem.
Em geral, quem escolhe a dieta, não sabe se aquele alimento foi manipulado em uma cozinha exclusiva, se foi embalado em ambiente sem a presença de glúten com todos os cuidados necessários, e eventualmente se permite comer algo com glúten, principalmente em eventos sociais.
Isso parece muito pouco, mas é o suficiente para desorganizar todo o sistema imunológico de quem tem a doença celíaca. A pessoa pode até nem sentir nenhum sintoma, mas as reações estão acontecendo...
Atualmente várias pesquisas apontam a relação do glúten com diversas doenças autoimunes e transtornos, então melhor prevenir e procurar um médico antes de inciar qualquer alteração alimentar.
Se nada for constatado, ótimo! 
Se ainda assim você decidir eliminar ou diminuir a ingestão de alguns tipo de alimento, faça a coisa certa, procure um profissional de nutrição.
A minha visão sobre esse assunto é que se você não tem nenhuma doença ou condição que exija restrição alimentar, melhor seguir o caminho da reeducação alimentar, repensar o consumo de industrializados, de aditivos químicos, de conservantes,etc.
Acredito que esse seja um caminho muito mais eficiente para alcançar o peso ideal e principalmente para a saúde.

22 de mar de 2016

Zootopia: "Mamãe, você reparou que só tinha ela de menina na polícia?"

Esse foi um dos comentários que meu filho de 8 anos fez logo após assistir Zootopia.
Confesso que fiquei feliz porque ele estava pensando sobre o que o filme propôs.
Zootopia é um filme da Disney que trata de maneira muito acertada questões como inclusão, segregação e também sobre os pré conceitos que carregamos.
Parece ser apenas mais uma animação da Disney, mas vai muito além...
O filme aproveita os estereótipos que cada animal representa para questionar os padrões que a sociedade exige de cada um de nós.
A estória é simples e maravilhosa, e sem dúvida bem verossímil e é quase impossível não se identificar com os personagens.
Qual a influência das expectativas e padrões da sociedade em nossa vida e em nossas decisões?
Apesar de ser uma questão complexa, Zootopia consegue propor essa reflexão de uma maneira muito simples e objetiva.
O legal é que não há lição de moral, as situações são apresentadas ao longo do desenho e a própria criança vai percebendo e questionando.
Alguns temas são tratados de forma explícita, porém leve e sem pieguices. Fica super fácil perceber os conflitos e até as crianças menores entendem.
Outros assuntos, como a questão de gênero, são tratados de maneira implícita, mas ainda assim as crianças conseguem perceber.
A heroína é bem humana,  imperfeita, comete erros e se engana, mas ela é otimista e acredita que é possível mudar. 
Aceitar as limitações (nossas e alheias) e valorizar as diferenças são  pontos fundamentais para viver em sociedade, e principalmente, para ser feliz.
E como um personagem do filme diz "Você acha que é só cantar Let it go e tudo vai se resolver num passe de mágica?! Isso aqui é vida real!"