Bolinho sem glúten e vegan

Bolinho de abobrinha, sem glúten, leite e ovos. Receita fácil e que as crianças adoram fazer e comer.

Panqueca

Massa versátil e fácil.

Cuscuz paulista

Uma receita original, sem glúten, sem leite e sem ovo.

Hambúrguer com legumes

Receita ideal para crianças que tem dificuldade de comer legumes.

Pão sem glúten e vegan

Pão sem glúten, leite e ovos. Receita super fácil!

Entender para fazer

Série de publicações que dão dicas de como receber bem alguém com restrições alimentares. Simples e fácil.

Você não tem cara de celíaco.

Mas será que celíaco tem cara?

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15 de mai. de 2014

O que você sente se comer glúten?

Toda vez que conto a alguém que sou celíaca, e que não posso comer nada que tenha trigo, aveia, cevada, centeio ou malte, as pessoas me perguntam o que eu sinto ou o que acontece se eu comer glúten.
É bem difícil explicar, porque são tantos sintomas, e variam bastante. Algumas vezes, eu mesma tenho dificuldade de identificar. Os sintomas são parecidos com uma virose, ou como nos sentimos no final de um dia muito trabalhoso.
Porém a Nadia, do blog Barcelona sin gluten, conseguiu listar 35 sinais de contaminação por glúten, eu acrescentei mais 2 sinais que são bastante comuns também.
A lista ajuda não só os celíacos, mais também os familiares e professores a identificarem quando as crianças celíacas estão contaminadas. Veja abaixo os sinais:
  • Fadiga extrema;
  • dor articular;
  • inchaço abdominal ou em todo corpo;
  • retenção de líquidos que pode durar dias;
  • dor abdominal;
  • sede extrema;
  • problemas de concentração e memória;
  • gases;
  • alterações de humor: irritabilidade, emotividade excessiva, vulnerabilidade, depressão;
  • sintomas de gripe;
  • queda da temperatura, mas você se sente febril; 
  • problemas de pele e lesões;
  • náusea;
  • diarreia;
  • episódios de epilepsia;
  • dor no peito;
  • síndrome das pernas inquietas;
  • zumbido nos ouvidos;
  • tontura;
  • palpitações, taquicardia;
  • sudorese;
  • lesões na boca, gengivas inflamadas, aftas ou surtos de herpes;
  • ganho de peso;
  • agravamento de patologias associadas, lúpus, artrite, fibromialgia, outras alergias e intolerâncias alimentares;
  • asma;
  • dormência dos pés, mãos, áreas dispersas do corpo e até mesmo o rosto;
  • ansiedade para comer Junk food / mais glúten;
  • sentimento de Síndrome Pré-Menstrual; 
  • sinusite, rinite;
  • enxaqueca;
  • refluxo gastroesofágico; 
  • prisão de ventre;
  • olhos secos, prurido, lacrimejantes e avermelhados;
  • dor nas costas, ciática;
  • sacroileíte;
  • alteração do ciclo menstrual;
  • queda de cabelo.

Para ler o texto original na íntegra acesse  "Que siente um celiaco cuando se intoxica"
ou a tradução completa em "35 sinais de contaminação por glúten" , no blog Dieta sem glúten.

13 de abr. de 2014

Contaminação cruzada: como empresas irresponsáveis podem afetar a sua saúde



Quando mudei de Belo Horizonte para São Paulo trouxe um estoque de farinha de arroz de um produtor da minha confiança. Porém em janeiro a farinha acabou e tivemos que comprar por aqui mesmo.
Optamos por uma marca de farinha de arroz bem conhecida no mercado.
Em fevereiro, resolvi adiantar um pouco o meu check-up anual, pois não estava me sentindo muito bem.
Nenhum sintoma grave, apenas um cansaço enorme e queda de cabelo.
Neste mesmo período, meus filhos pareciam mais agitados e birrentos, mas eu coloquei isso na conta do minha fadiga, achando que eles pareciam estar mais agitados porque na verdade eu que estava mais cansada.
Meus exames estavam quase todos normais, exceto por uma alteração em um exame, relacionado ao aparelho digestivo e pâncreas.
Como a alteração era muito pequena, a médica me disse que provavelmente não era nada, e talvez estivesse relacionada com a doença celíaca, principalmente porque eu havia reclamado que estava com algumas lesões de DH (dermatite herpetiforme).
Procurei um gastro para tirar a dúvida, ele solicitou uma endoscopia e colonoscopia.
Percebi que a quantidade lesões de DH estava aumentado, e isso confirmava que estava havendo alguma contaminação por glúten.
Vale ressaltar que fui diagnosticada com doença celíaca em 2008, confirmando o diagnóstico com biópsia do intestino. Desde então, faço rigorosamente a dieta sem glúten, e todas as endoscopias  e biópsias que fiz durante todos esses anos, nunca apresentaram alterações. 
Porém na endoscopia desde ano, a biópsia identificou alterações compatíveis com doença celíaca. 
Conversando com algumas pessoas, descobri que a farinha de arroz que comprei aqui em São Paulo estava sob suspeita, pois surgiram outros casos de celíacos que voltaram a apresentar sintomas após um período de consumo.
Parei imediatamente de consumir a farinha, e em duas semanas, vimos melhoras. As lesões da pele que aumentavam dia após dia, começaram a cicatrizar, a dor abdominal passou e comecei a me sentir um pouco melhor.
Meus filhos recuperaram o bom humor e ficaram mais calmos também.
Escrevo este texto três semanas após suspender o uso da farinha de arroz contaminada, e o que posso dizer é que aos poucos estamos voltando a nossa rotina e a nossa normalidade.
Estou contanto tudo isso para mostrar o quanto o descaso de uma empresa pode afetar a vida de uma família.
Além do gasto de tempo e dinheiro com os exames e consultas, ficamos bastante estressados. A recuperação de uma contaminação cruzada nunca é fácil, principalmente quando se fica exposto por um longo período, como nós ficamos.
Embora as empresas saibam do risco de oferecer produtos contaminados por glúten para consumidores celíacos, elas  não se importam, não se sentem responsáveis pela nossa saúde.
Essas empresas se escondem atrás da falta de uma definição de limites da quantidade de glúten permitida nos alimentos. Por isso é tão importante participar de campanhas que defendem rótulos mais claros, como a Põe no Rótulo e a campanha promovida pela FENACELBRA em parceria com a Proteste.
A #PoeNoRotulo pede que os rótulos sejam claros em relação a ingredientes que podem provocar alergias, como leite, ovo, amendoim,etc. Informando inclusive se há presença de traços desses ingredientes.
Já a campanha da FENACELBRA, "Alimentos seguros para os celíacos", propõe que para que um alimento seja considerado isento de glúten, seja respeitado o limite de 10ppm de glúten. Esse limite já existe em outros países, como a Argentina.
Para acompanhar e apoiar a #PoeNoRotulo você pode acessar  Põe no rótulo, lá há uma série de informações importantes a respeito de rotulagem, produtos e cuidados.
Para assinar a petição da FENACELBRA e saber mais sobre a campanha, acesse Alimentos seguros para os celíacos.
Somente nos unindo e nos organizando podemos exigir que os nossos direitos de consumidores sejam respeitados, não podemos continuar a mercê de empresas irresponsáveis.


1 de nov. de 2013

Hidratante para os cabelos, sem glúten, vegan e baratinho!

Hoje resolvi fazer é um post diferente, sobre beleza.
Como eu já escrevi uma vez, a restrição ao glúten vai muito além da dieta, e os cosméticos são uma fonte constante de preocupação, já que as empresas não são obrigadas a informar nos rótulos se contém ou não glúten.
Tenho sempre o cuidado de andar com a minha lupa para poder verificar a composição, mas nem sempre consigo ler ou identificar os componentes.
Além disso, desde que comecei a ler e estudar sobre o veganismo, tenho o cuidado de evitar produtos de empresas que fazem testes em animais.
Confesso que achar produtos sem glúten e sem crueldade não é tarefa fácil. E os preços não são para qualquer bolso.
Mas tenho procurado opções, e esse post é para compartilhar uma receita de hidratante caseiro para os cabelos.
No site do UOL achei uma receita, alterei um pouquinho e testei.
O resultado é excelente, super barato, fácil de fazer e já na primeira aplicação percebi a diferença.
Uma outra informação interessante, é que esse hidratante ajuda também nos casos de queda de cabelo, por conta da biotina, proteína presente na banana.
Segue a receita. Experimente!!!

Hidratante para cabelos, sem glúten e vegan

Ingredientes
1 banana (eu usei uma bem madura)

Modo de fazer
A receita original diz para amassar a banana, mas é melhor bater a banana, no liquidificador ou mixer. Faça uma pasta, assim fica mais fácil de aplicar.

Aplicação
Os cabelos devem estar secos e limpos.
Aplique a pasta de banana no cabelo, comece pelo couro cabeludo e depois vá espalhando ao longo dos fios.
Cubra com plástico filme e com papel alumínio e espere por 40 minutos.
Enxágue com água e depois lave os cabelos normalmente.

Olha o resultado!
Para ver a receita original e outra com abacate acesse o link Máscara Caseira



27 de ago. de 2013

Recomeçar - Editado

No último mês, o blog ficou parado porque eu e minha família mudamos. Voltamos para São Paulo.
Morar em Belo Horizonte foi uma experiência de vida, aprendemos muito sobre a cultura e os costumes mineiros.
Mas agora estamos novamente recomeçando, em uma cidade nova, porém bem próxima da capital, o que já é suficiente para nos sentirmos em casa.
Mesmo com a questão da restrição alimentar, a adaptação tem acontecido de maneira bastante tranquila.(Veja a nota de edição no final do post)
Visitamos os mercados para conhecer as farinhas e produtos sem glúten disponíveis, verificar os preços, e tivemos surpresas muito boas, escreverei sobre isso num próximo post.
Continuarei fazendo tudo em casa, por opção, porque eu gosto e acredito ser muito mais saudável.
Também passamos pelo processo de procurar escola para as crianças, e como eu já havia comentado em outra publicação, não é fácil encontrar escolas interessadas realmente nas crianças.
Mas encontramos. Passamos pela fase de adaptação e de orientação em relação a doença celíaca e todos os cuidados que envolvem. E sempre, o assunto que gera mais dúvidas é a contaminação cruzada, seguido de perto pelos materiais que podem ser usados.
Por isso, escrevi uma pequena apostila de orientação para escolas, são linhas gerais para começar a entender e adaptar a rotina, para tornar o ambiente escolar seguro para a criança celíaca.
Usei essa apostila na primeira escola que meus filhos frequentaram, e o resultado foi ótimo. Ajudou a divulgar sobre a doença celíaca, também demonstrou às educadoras e os demais funcionários a importância dos cuidados, que são simples mas pedem atenção constante.
É um texto bastante simples, para alcançar o maior número de pessoas.
Você pode ver a apostila logo abaixo, e se quiser pode utilizá-la, só não esqueça de indicar a fonte, até para que as pessoas possam nos enviar dúvidas, correções ou sugestões.
Mas esse post é só para lembrar, que com ou sem restrição alimentar, a vida é feita de recomeços. 
Recomeços dão trabalho, mas também nos dão oportunidade de corrigir o rumo, de fazer melhor e principalmente, de ser mais felizes.
Por isso, não tenha medo de recomeçar.

***Nota de edição
Infelizmente, dias depois da publicação deste post começaram a surgir inúmeros problemas com a escola, e embora tenhamos nos empenhado para oferecer o maior número possível de informações, nem sempre as pessoas estão dispostas a aprender e aceitar as diferenças.
Por isso, tivemos que procurar uma nova escola.
E para ajudar a todas as famílias, também estou compartilhando outros documentos que podem ajudar muito no treinamento.
Mas não esqueça, não se pode ensinar quem não quer aprender.








21 de jul. de 2013

O que não está rótulo...

No mundo ideal, as empresas fariam rótulos com informações claras, corretas e legíveis.
Porém, a nossa realidade não é essa, e às vezes nos temos que ler as entrelinhas para entender o que estamos comprando.
Outro dia, encontrei um bolo sem glúten, com um rótulo super interessante.
Os ingredientes eram todos comuns, do dia-a-dia, farinhas, ovos, frutas, açúcar e fermento.
A durabilidade era de 7 dias.
E o que chamou a atenção é que o produto não era congelado, nem refrigerado, não estava embalado herméticamente, estava macio e próximo da data de validade.
Mágica não existe, ainda mais quando estamos analisando um produto sem glúten e sem leite. Então, fica difícil acreditar que o rótulo desde produto tenha realmente todas as informações a respeito dele. 
Por isso, é importante que além de ler o rótulo, tenhamos o cuidado de cruzar as informações apresentadas nele, e comparar com o produto que está dentro do pacote.
Fazer essa avaliação pode nos levar a perceber coisas incríveis!
Você vai se surpreender!

21 de abr. de 2013

Dentistas podem auxiliar no diagnóstico da doença celíaca.

A doença celíaca afeta não somente o intestino, ela pode afetar diversas áreas do nosso corpo.
Muitos celíacos tem diversos problemas na boca e nos dentes, e não imaginam que estes problemas podem estar relacionados a doença celíaca.
Já li relatos de pessoas que só foram fazer pesquisa para doença celíaca após o dentista sugerir essa hipótese.
Dentistas bem informados e atualizados podem ajudar a identificar possíveis celíacos, principalmente em casos em que o paciente não apresenta sintomas clássicos. Ou melhor ainda, ajudam a diagnosticar MAIS CEDO esses pacientes.
Quando meu filho foi ao dentista, logo na primeira consulta informei que ele é celíaco, e embora o dentista não conhecesse a doença muito bem, ficou super interessado, me fez várias perguntas e me pediu que enviasse por e-mail tudo o que eu tinha sobre o assunto.
E quando voltamos, percebi que ele havia pesquisado e estava bem informado. Esse é um exemplo de um bom profissional, comprometido com o paciente.
Abaixo tem uma lista de links sobre o assunto e também um guia clínico para dentistas, disponibilizado pela Associação Canadense de Odontologia.
Boa leitura!


3 de fev. de 2013

Café da manhã fácil, sem glúten e sem leite.


Café da manhã e lanches são as refeições mais complicadas para quem faz dieta sem glúten e sem leite.
Além das frutas que são liberadas, você pode experimentar as seguintes opções que são bem fáceis e rápidas:
- pães comuns podem ser substituídos por tapioca, panqueca ou pão de queijo, todos sem glúten e sem leite.
- o leite de vaca pode ser substituído por leite de soja, atualmente quase todas as marcas tem cálcio.
Se também não puder consumir soja, faça sucos com outras fontes de cálcio, veja nesse outro post algumas opções.
De qualquer forma, é bom não exagerar no consumo de soja, pois estudos apontam que o excesso pode causar alterações na tireóide. Na dúvida, converse com seu nutricionista.

Próximo post da série "Como começar a dieta sem glúten e sem leite":
Cultive a paciência

7 de jan. de 2013

Como começar a dieta sem glúten ou sem lactose?


Tenho uma amiga que a filha adolescente precisa excluir da dieta o leite de vaca, e ela me pediu ajuda com o cardápio e também orientações de como lidar com a situação. 
Como são muitos cuidados e dicas, farei uma série de posts, na tentativa de ajudar a ela e outras famílias na mesma situação.
O sucesso da dieta depende de aceitar que a mudança é inevitável e necessária.
Mas não esqueça, procure sempre um nutricionista, esse profissional é quem melhor pode ajudar a planejar um bom cardápio.

Iniciando a dieta de exclusão

Se quem vai fazer a dieta é uma criança será preciso explicar de forma simples e objetiva o por quê da dieta, quais os alimentos proibidos, o que pode acontecer se ela comer o que não pode e principalmente o que fazer se isso acontecer.
Mesmo com crianças pequenas, dê somente as informações necessárias, básicas, utilizando a linguagem apropriada para a idade, dessa forma será possível a criança compreender. É importante não assustar ou ameaçar a criança.
Criar um elo de confiança ajuda com que a criança conte, sem medo, se acidentalmente ou de caso pensado, comeu algo proibido.
Agora, independente se quem vai fazer a dieta é um adulto ou uma criança, o indivíduo e a família precisam entender a importância da dieta e dos cuidados ao manipular os alimentos e utensílios, disso depende o bem estar daquela pessoa.

Pesquise e faça compras

Antes de iniciar a dieta pesquise quais os produtos adequados, quais as marcas confiáveis e planeje o cardápio.
Falta de comida segura pode levar a pessoa a sair da dieta, seja prevenido sempre!
Não faça uma dieta "mais ou menos", para crianças isso pode ser extremamente confuso. Além de não alcançar o efeito esperado, aumenta o sofrimento e a ansiedade.

Dica
Aqui no blog Quitanda sem glúten temos outros textos e receitas que podem ajudar nesse momento de transição.

Próximo post da série "Como começar a dieta sem glúten e sem leite":
A palavra convence, mas o exemplo arrasta

4 de dez. de 2012

Fontes de cálcio

Algumas pessoas não podem ou não querem consumir leite de origem animal, por isso sempre é bom saber que existem boas fontes de cálcio, que são de fácil acesso e que podemos viver muito bem sem beber leite.
A figura abaixo encontrei na rede social Facebook, não sei quem é o autor (quando descobrir coloco aqui), mas a tabela é muito boa e merecia um post.
Vale lembrar que em alguns alimentos a "disponibilidade" para cálcio é maior que em outros. Mas, o que isso quer dizer? 
Quer dizer, que embora um alimento  tenha cálcio, pode ser que esse cálcio seja mais difícil de ser absorvido pelo nosso organismo. Porém isso não significa que seja um fonte de cálcio inválida, significa que, provavelmente, apenas parte daquele cálcio será absorvido!
Sendo assim, a tabela abaixo ainda é super válida.
Para tirar dúvidas sobre esse assunto, procure um nutricionista. 


Mais uma dica

Mais uma fonte de cálcio...essa é uma dica da Cinthya Maggi
Se eu não consumir leites e laticínios, posso incluir a semente de gergelim na minha alimentação? Sim! ½ xícara (chá) contém mais que 3 vezes o teor de cálcio da mesma quantidade de leite integral. Além disso, o gergelim é rico em magnésio que ajuda na absorção de cálcio.

18 de nov. de 2012

Como identificar o glúten

Como identificar o glúten nos produtos de higiene e nos cosméticos


O glúten podem estar em produtos que nem imaginamos, e isso é muito perigoso para quem é sensível ou intolerante a ele. Para saber mais leia o post Muito além da dieta.
Aqui estão algumas dicas para identificar o glúten em produtos de higiene e cosméticos.

  • Compre uma lupa. A maioria das empresas fazem rótulos onde não enxergamos quase nada. As letras são extremamente pequenas e as cores não ajudam. Quem consegue ler um rótulo branco com letras bem pequenas e ainda cor-de-rosa?
  • Imprima a lista de componentes que contém glúten (abaixo), e carregue sempre com você.
  • Mesmo que você já esteja acostumado com determinada marca e produto, verifique regularmente o rótulo, pois a empresa pode mudar a composição a qualquer momento.
  • Alguns produtos, mesmo sem conter glúten, podem causar reação em pessoas mais sensíveis. Se isso acontecer, suspenda o uso.
  • Em caso de dúvidas entre em contato com o SAC (Serviço de atendimento ao cliente) da empresa.
  • Se o SAC não for convincente, não compre. 
Lista de componentes que CONTÉM GLÚTEN e podem estar presentes nos produtos de higiene e cosméticos

Derivados de trigo
Amp-Isostearoyl Hydrolyzed Wheat Protein;
Disodium Wheatgermamido Peg-2 Sulfosuccinate;
Hydrolyzed Wheat Gluten;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein Pg-Propyl Silanetriol;
Hydrolyzed Wheat Starch Dextrin Palmitate;
Hydrolyzed Wheat Flour;
Hydrolyzed Wheat Protein/Pvp Crosspolymer;
Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat Protein;
Hydrolyzed Wheat Protein;
Stearyldimoniumhydroxypropyl;
Triticum Vulgare (Wheat) Flour Lipids;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Extract;
Triticum Vulgare (Wheat) Germ Oil;
Vitamin E Derived From Wheat Germ Oil ;
Triticum Vulgare (Wheat) Gluten;
Triticum Vulgare (Wheat) Starch;
Wheat Amino Acids;
Wheat Bran Extract;
Wheat Germ Extract;
Wheat Germ Glycerides;
Wheat Germ Oil;
Wheat Germamidopropyldimonium Hydroxypropyl;
Wheat (Triticum Vulgare) Bran Extract;
Wheat Germamidopropalkonium Chloride Wheat Protein;
Wheat Germamidopropyl Ethyldimonium Ethosulfate Yeast Extract;

Derivados de aveia 
Savena Sativa (Oat) Flour;
Avena Sativa (Oat) Kernel Protein;
Oat (Avena Sativa) Extract;
Oat Beta Glucanoat Extract;
Oat Floursodium Lauroyl;
Oat Amino Acids;
Avena Sativa (Oat) Kernel Flour;
Hydrolyzed Oat Flour.

Derivados de cevada
Samino Peptide Complex;
Barley Extract;
Hordeum Vulgare (Barley) Extract;
Phytosphingosine Extract;
Barley Lipids;
Secale Cereale (Rye) Seed Flour.

Se não especificada a origem, pode conter glúten 
Hydrolyzed Vegetable Protein;
Hydroxypropyl;
Cyclodextrin;
Dextrin;
Maltodextrin.

fonte: Grupo no Facebook "Dermatite herpetiforme Duhring Brocq CELIAC SPRUE gluten enteropath Support Group"

5 de nov. de 2012

Muito além da dieta

A maioria das pessoas pensam que o celíaco tem que excluir o glúten da alimentação, mas isso não é verdade.
Não é só a dieta que tem que mudar, é tudo. Depois de revisar a despensa e o cardápio, o celíaco tem que começar a pesquisar onde mais tem glúten escondido, e ele está em lugares inimagináveis!
Na massinha de modelar da escola, no giz da lousa, no sabonete, no creme hidratante, no batom, e por ai vai...
A massinha de modelar e o giz, você encontra com certa facilidade as versões sem glúten. Exemplos, a massa de modelar a base de cera da Acrilex e o giz da Calac.
Um outro exemplo bom de massinha é a Moon Dough, da Long Jump, é uma massinha para brincar, o preço não é muito acessível, mas na embalagem informa em letras bem grandes que é sem adição de trigo. A textura é bastante diferente das massinhas a base de cera.
Já os produtos de higiene e cosméticos, esses são fontes de problemas e preocupações.
O contato com o glúten pode acontecer através das mucosas e da pele, por isso o cuidado na escolha de produtos de higiene e cosméticos é fundamental.
O que adianta você fazer uma dieta totalmente sem glúten, cheia de cuidados e depois do banho usar creme hidratante com proteína de trigo?.
A falta de informação nos rótulos e nos SACs das empresas, os rótulos ilegíveis, os nomes dos ingredientes na composição, a mudança constante da composição e da forma de produção, e principalmente o descaso das empresas, torna a vida de quem precisa de produtos gluten-free o caos.
São horas e horas de ligações, esperas, perguntas sem respostas ou respostas absurdas.
Uma vez liguei para uma empresa para saber do xampu, e a atendente me explicou que eu não deveria ingerir o xampu...
Por isso, a divulgação é tão importante, explicar sobre a doença celíaca e sobre as necessidades do celíaco é responsabilidade nossa também, só assim as empresas poderão entender e nos respeitar como consumidores.

Para saber mais: Como identificar o glúten

30 de out. de 2012

Celíacas e os anticoncepcionais orais


Quando participei do programa Brasil das Gerais, não deu tempo de falar, mas ainda bem que tem o blog!
Antes de ser diagnosticada com doença celíaca, engravidei tomando anticoncepcional. Isso aconteceu porque a doença celíaca causa redução das vilosidades do intestino, e como consequência a má absorção de tudo que ingerimos.
Com as vilosidades danificadas, mesmo tomando o contraceptivo corretamente, ele não é absorvido, e seu efeito se torna reduzido ou inexistente. Além disso, há também as crises gastrointestinais que afetam a eficiência do remédio.
Por isso, se você é celíaca diagnosticada a pouco tempo ou se ainda não faz a dieta sem glúten de forma correta, atenção o anticoncepcional oral não é indicado.
Se você é celíaca, e está com as vilosidades normais, faz a dieta corretamente, ainda assim pode correr risco ao usar o anticoncepcional oral, porque caso aconteça uma contaminação por glúten, e você tenha uma crise gastrointestinal, a própria bula do contraceptivo alerta que o remédio pode não ter o efeito esperado.
Então, seja qual for o seu caso, procure seu médico, informe sobre a doença celíaca e escolha um método mais adequado para a sua atual condição.